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Alérgeno em Foco
Novembro 16, 2005 |

Pólens de gramíneas (GX2)

As gramíneas compreendem uma família botânica de grande importância econômica. 20% da superfície terrestre está recoberta por mais de 9.000 espécies de gramas, além daquelas criadas a partir de técnicas biotecnológicas.
 
Para garantir a sobrevivência da espécie, essas plantas produzem uma grande quantidade de pólens que são carregados pelos ventos. Na Europa, a inalação dos pólens de gramíneas, acentuada no período da polinização, é a principal causa da febre do feno.

Cynodon dactylon (g2) considerada uma das espécies mais alergênicas, a grama das bermudas é originária da Índia e é a forragem mais predominante no Brasil. Suas folhas são estreitas e de crescimento rápido, com coloração verde intenso. Embora muito macia, possui alta resistência ao pisoteio e regenera-se rapidamente quando submetida aos maus tratos. Facilmente encontrada em playgrounds, campos de futebol e quadras de tênis.

Sinônimos: Grama das Bermudas, grama rasteira.

Lolium perenne (g5) Também conhecida como grama centeio, esta espécie nativa da Europa se desenvolve muito bem em climas temperados. Phleum pratense (g6) A grama timóteo é a principal fonte primária de alimento para animais ruminantes. O clima úmido é propício ao desenvolvimento dessa espécie, facilmente encontrada ao longo de estradas e terrenos baldios.
 
Sinônimos: Capim rabo de gato
 
Poa pratensis (g8) Grande parte das 200 espécies do gênero Poa está distribuída em regiões temperadas e subtemperadas. Há uma elevada ocorrência de reações cruzadas entre as diversas formas que a Poa pratensis assume.
 
Sinônimos: Capim do prado, Capin de juno
 
Sorghum halepense (g10) Consiste numa espécie bastante resistente que se desenvolve em terrenos arenosos. Ocorre praticamente em todo território brasileiro e em regiões da Ásia e da África.
 
Sinônimos: Capin de Johnson
 
Paspalum notatum (g17) O nome "Paspalum" é derivado da palavra grega Paspalos, que significa uma espécie de cereal. Típica de regiões de clima quente, esta grama bastante rústica e resistente é indicada para revestir parques públicos, chácaras, grandes áreas e campos de futebol populares. Seu crescimento se dá em formato de tufos densos de folhas verde-claro. Possui a característica de evitar a erosão por suas raizes bem articuladas e por isso também é empregada na conservação de solos secos e pobres.
 
Sinônimos: Grama batatais, Forquilha, Mato Grosso, Grama Bahia.
 
Positividade na População Brasileira: 10%*
n=451, Faixa etária 1-12 anos
 
Referências
Yman L, Botanical relations and immunological cross-reactions in polle allergy. 2nd edition. Revised and enlarged. 1982, Pharmacia Diagnostics AB, Uppsala, Sweden.
 
Data on file G125. Evaluation of Johnson grass and Bahia grass discs, Lousiana, USA.

* Data on file: PROAL

Composição do Painel: grama rasteira, grama centeio, capim rabo-de-gato, capim de juno, capim de Johnson e grama Bahia.
* No Proal, as porcentagens de positividade por região, demosntraram uma maior prevalência nas regiões sul e centro-oeste com 12,5% cada. Além disso, a sensibilização acompanhou a marcha alérgica com predominância da faixa etária de 5-12 anos, com um índice  de positividade de 20,73% quase o dobro das faixas etárias anteriores (3-4 e 4-5).

Painel de Fungos (Mx1)

Os fungos se estabelecem em qualquer lugar da natureza. No ambiente doméstico, esses pequenos "intrusos" e seus milhares de esporos eliminados todos os dias, ocupam posição de destaque nos quadros de alergia respiratória.

Penicillium notatum (m1) considerado um dos mais importantes fungos domésticos, também é encontrado em solos de diversas espécies e cereais armazenados.
 
Tem sido reconhecido como fungo que mais produz testes cutâneos positivos em indivíduos alérgicos.

Anticorpos IgE específicos foram encontrados em 90% dos pacientes com hipersensibilidade ao P. notatum.

Cladosporium herbarum (m2) relatos de diversas partes do mundo demonstram que, com raras exceções. o C. herbarum é o fungo mais encontrado no ar. Sua presença é bastante frequente em plantas mortas, solos e alimentos, incluindo refrigeradores mal limpos e ambientes pouco ventilados.

Aspergillus fumigatus (m3)trata-se de um fungo termotolerante de ampla distribuição na natureza.

Em comparação a outros aerolérgenos, a concentração de esporos no ar é bastante reduzida.

A.fumigatus foi encontrado em 81.8% dos casos de hipersensibilidade clínica confirmada.

Outras doenças como aspergilose invasiva e aspergiloma também estão relacionadas a esse fungo.

Alternaria alternata (m6)considerado im fungo de ambiente externo, a A. alternata é predominante em estações de clima quente e pode ocorrer em muitas plantas, ninhos de pássaros, solos, alimentos e tecidos.

As manchas negras na casca do tomate podem ser causados por este fungo.
Positividade na População Brasileira (m3): 2,9%*
n=451, faixa etária: 1-12 anos.

Referências
  1. Virchow, Chr; Roth, A: Debelic, M; Möller, E. Radio-allergo-sorbent - test (RAST) bei Schimmelpilzsporen - sensilbilisierung. Praxder Pneum; 1975; 29: 555-567
     
  2. Gravesen, Suzane. Fungi as a cause of allergic disease. Allergy; 1979; 34: 135-154.

* Data on file: PROAL

Gato - e1

Dentre os animais domésticos, os gatos apresentam o maior potencial alergênico para a maioria das populações.

Os alérgenos envolvidos nas alergias a gato foram estudados na caspa (descamação epitelial), saliva, soro e urina do animal.
 
Durante a lambida, a saliva do gato entra em contato com seu pelo e espalha-se pelo ar depois de seca. Por esse motivo, mesmo após a retirada do animal do ambiente doméstico, material particulado rico em saliva pode aderir à superfície de roupas e objetos.

Segundo o Jornal Americano de Imunologia Clínica, níveis significativos de alérgenos de gato são frequentemente encontrados em escolas, trazidos por estudantes que possuem gato como animal de estimação.

A sensibilização a gato está fortemente relacionada à asma. A exposição pode causar a hiper reatividade brônquica e uma resposta crônica em pacientes asmáticos.

Alguns pacientes alérgicos a gato reagem a cão e a outros animais como vaca e cavalo. O componente alergênico comum neste caso é a albumina.

Positividade na Populaçao Pediátrica Brasileira: 12%*
n=451, Faixa etária: 1-12 anos
 
Referências
  1. Ohman J. L., Lowell F.C and Bloch K.J., Allergens of mammalian origin: Characterization of allergen extracted from cat pelts. J. Allergy Clin Immunol. 52 (1973) p. 231-241.
     
  2. Anderson M. Cand Baer H. Allergenically active components of cat allergen extracts. J. Immunol 127 (1981) p. 972-975 " School as a risk environment for children allergic to cats and a site for transfer of cat allergen to homes." J Allergy Clin Immunol 1999;103:1012-1017.

* Data on file: PROAL

Leite de Vaca - f2

Leite e seus derivados são empregados em uma enorme variedade de produtos industrializados como flavorizante (leite condensado), umectante (caseínas), espessantes (proteínas hidrolizadas do leite) e no enriquecimento de doces e cereais.

Dentre as várias proteínas encontradas no leite, 6 são de maior interesse: albumina sérica bovina, gama globulina, lactoferrina, alfa-lactalbumina, beta lactoglobulina e caseína, sendo as três últimas responsáveis por mais de 80%  do total da composição proteíca do leite.

Embora resistentes ao processo de pasteurização, as proteínas do leite, sobretudo a caseína, pode "se esconder" em sorvetes, embutidos, sopas, molhos de salada, chocolates e carnes. A alergia ao leite de vaca em crianças manifesta-se com sintomas gastrointestinais e cutâneos, que decrescem enquanto os sintomas respiratórios tendem a aumentar com a idade. (1,2) Estudos evidenciaram que crianças sensibilizadas precocemente ao leite de vaca apresentaram  risco maior de desenvolver alergia respiratória na adolescência. (3) 
Os sintomas gastrointestinais devem ser investigados com cautela para se excluir a possibilidade de intolerância à lactose (deficiência enzimática de lactase). As reações cruzadas ocorrem basicamente com o leite de outras espécies animais (cabra e ovelha).

Positividade da População Brasileira: 23,1%*
n=451, Faixa etária: 1-12 anos

Referências
  1. James, JM; Sampson, HA. Immunologic changes associated with the development of tolerance in children with cow milk allergy. J. Pediatr; 1992;121:371-377
     
  2. Amlot, PL; Kemeny, DM; Zachary, C ;Parkes, P ; Lessof, MH. Oral allergy syndrome (OAS): Symptoms of IgE - mediated Hypersensitivity to food. Clin Allergy (Clin Exp Allergy); 1987; 17:33-42.
     
  3. Businco, L; Benincori, N; Cantani A; Tacconi, L; Picarazzi, A. Chronic diarrhea due to cow´s milk allergy. A 4-to-10 year follow up study.
    Ann Alergy; 1985; 55(6):844-847 (*)

* Data on file: PROAL

Ovo f1

Dentre os alimentos que podem conter ovos (proteína liofilizada) estão: pães, panquecas, doces, sorvetes e alguns embutidos, como salsicha. Devido a sua estrutura , as proteínas do ovo são usadas nos alimentos como coadjuvantes químicos, destacam-se como agentes emulsificantes (maionese), tensoativos (chopp) ou como clarificante (vinho branco). A proteína da clara do ovo é um dos principais agentes etiológicos de alergia em crianças pequenas. Os principais alérgenos da clara do ovo são: ovotransferrina, ovomucoide, ovoalbumina e a lisozima. Normalmente ovos cozidos são menos alergênicos, embora  algumas proteínas sejam resistentes ao calor, como por exemplo, a ovomucoide.

Positividade na População Brasileira: f1:24%
 

Marimbondo i4

A denominação "vespa"é um termo geral para designar uma variedade imensa de espécies de insetos que possuem ferrão, tais como marimbondos e abelhas.
 
Tecnicamente, são denominados marimbondos todas as vespas pertencentes à família Vespidae. Desta maneira, todos os marimbondos são vespas, mas apenas algumas vespas podem ser chamadas de marimbondos.
O gênero Polistes engloba marimbondos que ocorrem com elevada frequência no Brasil, onde também é conhecido como "Vespa do Papel" por utilizar celulose degradada para a confecção de seus ninhos.

O gênero Vespula, também conhecida como "vespa comum" (i3) predomina em zonas temperadas e ocorre raramente no  Brasil. Embora a possibilidade de reações cruzadas entre i3 e i4 não esteja totalmente descartada, sugerimos que as pesquisas para veneno de vespas tipo marimbondo sejam direcionadas para i4.
 
Já as abelhas (il) estão presentes em praticamente todo globo terrestre. A principal composição do seu veneno é a Hialuroniadse e a fosfolipase A. Não há relatos  de reações cruzadas entre o veneno da abelha e o principal veneno Vespidaes, denominado antígeno 5.

Percentual de resultados positivos do total de exames solicitados:
 
i4:28.89% (*)
il: 32.47% (*)

Referências
  1. Prof. Dr. Alexandre P. Aguiar, PHD em vespas do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo;
  2. Müller U., Roth A., Yman L. and Patrizzi R. Use of RAST in wasp sting hypersensitivity. Cross-reactions between various insect antigens are specially considered. Allergy 33 (1978) p.197-202;
  3. Levine M. I. and Lockey R. F. Eds.: Monograph on insect allergy. Amer. Acad. Allergy Comm. on Insect. Pittsburg, Pa 1981; * calculada com base em exames solicitados entre 97/99.

Ácaro d1

O ciclo de vida é de 2 a 3,5 meses e o seu habitat é doméstico especificamente nas fibras naturais  como nos carpetes, tapetes e roupas de cama. A temperatura e umidade são igualmente importantes e justamente nos climas tropicais as condições são as mais favoráveis (temperatura entre 10-32 Celsius e umidade relativa entre 60-70%) para o seu desenvolvimento. Sua alimentação consiste de fungos, descamações de pele humana e dos animáis domésticos.
Dermatophagóides Pteronyssinus tem aproximadamente 11 proteínas alergênicas, muitas são secretadas ou excretadas razão pela qual uma cultura de ácaros mortos preserva o potencial alergênico.

A Derp 1 é o principal alérgeno, presente na parede interna do sistema digestivo do ácaro, bem como na sua bolota fecal, seu meio de transporte principal tornando-a de fácil dissolução (cerca de 2 minutos), sendo então absorvida pela mucosa.

Positividade na População Brasileira: d1: 66,7%*

Referências
  1. Lars Yman - 1985
     
  2. Baggio e Crocce - 1990  

* Data on file: PROAL

Cão e5

O alérgeno epitélio de cão foi desenvolvido já no início dos anos 70, época em que os extratos para testes cutâneos eram preparados  a partir da pele e do pêlo. a soroalbumina canina é o componente dominante nos extratos da pele, enquanto que os extratos de pêlo não apresentam alergecinidade. A Pharmacia desenvolveu um novo procedimento para preparação de extratos a partir dos raspados da pele , pelo qual a camada epitelial é removida da pele, liofilizada e utilizada para a extração protéica e produção do extrato alergênico. Esta preparação, contém diferentes alérgenos: albumina, outras proteínas séricas e a fração ácida da glicoproteína, mais tarde identificada como alérgeno maior do cão.
 
A descamação epitelial transportada pelo ar é, portanto, a fonte principal aeroalergênica do cão. Estudos clínicos demosntraram  alta sensibilidade para e5 (descamação epitelial), superior à encontrada para e2 (epitélio). Embora, não existam diferenças significativas entre as raças, a soroalbumina canina tem reatividade cruzada com suas homólogas de outros mamíferos.

Positividade na População Brasileira: e5: 7,8%*
 
Referências
  1. Int. Arch. Allergy 1973; 44: 358-368
     
  2. Int. Arch. Allergy appl. Immun. 1980;61:361-370
     
  3. Allergy 1982;37: 75-85 (*) Data on file: Proal  

Peixe f3 - Gadus morhua

Constituição do extrato preteico: Músculo de peixe
 
Sensibilização ao alérgeno peixe é comum, e varia de 10% a 40% em populações atópicas.

Pacientens extremamentes sensíveis, sofreram choque anafilático após ingerirem alimentos fritos em óleo reaproveitado, ou quando uensílios e recipientes foram anteriormente usados  na preocupação de peixe.

Em um grupo de crianças italianas com alergia alimentar, aproximadamente 18% tinham anticorpos contra peixe e dois terços tinham manifestações clínicas devido inalação ou ingestão de peixe (1). Uma reação anafilática ocorreu em um paciente alérgico a peixe que comeu batatas fritas no mesmo óleo usado para o peixe (2).
Positividade na População Brasileira: fx2: 29,5% (*)
 
Referências
  1. Elsayed, S;Aas, K. Isolation of purified allergens (fish) by isoelectric focusing. Int. Arch Allergy appl Immunol; 1971;40:428-438
     
  2. Helbing, A; McCants, ML; Musmand, JJ; Schwartz, HJ; Lehrer, SB. Immunpatho-genesis of fish allergy: Identification f fish-allergic adults by skin test and radio-allergosorbent test. Ann Allergy, Asthma Immunol; 1996;77: 48-54 (*) Data on file: Proal

Soja f14 - Soja hispida

 
Classificação
Alimento de origem vegetal

Hipersensiblidade
Aproximadamente um quarto dos pacientes sensíveis a leite de vaca, tornam-se alérgicos à proteína de soja (1). Foram relatadas reações mediadas por IgE após a ingestão de ervilha, feijão, lentilha, amendoim e soja (2). Um pequeno estudo em crianças com vômitos e/ou diarréia crônica sem sintomas no aparelho respiratorio ou pele, não foram conclusivos em relação ao papel dos anticorpos, entretanto anticorpos IgE foram encontrados contra diversas frações da soja. Alta incidência de Asma foi relatada em áreas próximas a portos, onde houve descarregamento de soja (3).
 
Alérgenos Relacionados
A modificação genética pode ocasionar alterações na alerginicidade da soja aumentando o risco de novas sensibilizações (4).
 
Reação Cruzada
Embora a soja seja um substituto para crianças com hipersensibilidade ao leite de vaca, há evidências que contrariam tal conduta, pois a soja é considerada um alérgeno clássico.
 
Positividade na População Brasileira: F14: 11,8%
 
Referências
  1. Lee EJ, Heiner DC. Allergy to cow milk 1985. Pediatrics in review 1986;7:195-203
     
  2. Gallh, Forck G, Kalveram K-J; Lersner - Lenders, Allergologie 1990; 13:352-5
     
  3. Sunyer J, Anto JM, Rodrigo M-J, Morell F, Lancet 1989; (i):179-82
     
  4. Nordlee JA, New Engl J Med, 1996; 334-688-92.

Blomia tropicalis - Rd 201

 
Classificação
Ácaro.
 
Exposição
Encontrado na poeira doméstica, travesseiros, colchões, tapetes, cortinas e animais domésticos.
 
Distribuição Geográfica
Regiões tropicais e sub tropicais, como a América do Sul.
 
Ambiente
Locais úmidos ou de baixa altitude.
 
Hipersensibilidade
B. tropicalis causa uma sensibilização e produção de anticorpos IgE alérgeno-específicos.

Elevados níveis de IgE específica contra B. tropicalis foram encontrados em um grupo de 20 crianças asmáticas vivendo em São Paulo.
 
Clínicos são aconselhados a incluir B. tropicalis no painel de testes para diagnosticar alergia a inalantes quando as condições climáticas e geográficas forem favoráveis.
 
Reação Cruzada
Alta reação cruzada foi encontrada com Lepidoglyphus destructor. Baixa reação cruzada tem sido observada com Dermatophatogoides pteronyssinus and Euroglyphus mainey.
 
Possíveis reações cruzadas com outros membros das famílias não-pyroglyphidae e pyroglyphidae podem ser consideradas.

Experiência Clínica


Reações mediadas por IgE
Estudos em indivíduos alérgicos a poeira doméstica indicaram qua Blomia tropicalis é, junto com Dermatophagoides pteronyssinus, o alérgeno mais freqüente presente nas áreas tropicais.
 
Referências
  1. Arruda LK, Chapman MD. A review of recent immunochemical studies of Blomia tropicalis and Euroglyphus mainey allergerns.Exp App Acarology 1992,16:129-140.
     
  2. Arruda LK et al. Exposure and sensitization to dust mite allergens among asthmatic children in São Paulo, Brazil. Clin Exp Allergy 1991,21:433-9.
     
  3. Rizzo MC et al. IgG and IgE antibody responses to dust mite asthma among children with asthma in Brazil. Annals of Allergy 1992,152-185.